Quando penso naquilo que mais nos molda, aquilo que estrutura desde os nossos primeiros medos até as maiores esperanças, sempre retorno à família. No Universo Marquesiano, essa visão é ainda mais profunda: a família é o primeiro campo onde a alma aprende a existir e a emoção se transforma em destino. Tudo o que nos falta ou nos fortalece muitas vezes nasce, floresce e se repete entre paredes silenciosas e vínculos muitas vezes inconscientes.
Entendendo o sistema emocional na família
O conceito de família como um sistema emocional transgeracional é simples, porém revolucionário: vínculos e traumas familiares têm poder não apenas de marcar uma pessoa, mas de ecoar por gerações. Somos herdeiros emocionais de nossos ancestrais, muito além da genética. Recebemos histórias, segredos, amores não vividos, culpas não resolvidas.
A família é o primeiro e último portal da reconciliação.
No projeto Universo Marquesiano, o olhar para o sistema familiar é fundamental. Vejo, nos estudos e práticas que percorro, que não só comportamentos são herdados, emoções também são transmitidas como legados silenciosos. Um filho pode carregar o peso de uma dor que não é sua, mas foi vivida pelo avô e nunca solucionada.

Como os traumas e vínculos moldam nossa consciência
Em minhas leituras e vivências, percebo que “as feridas não elaboradas se tornam padrões”. Na Psicologia Marquesiana, cada família guarda memórias: traumas, ausências, exclusões. Essas memórias ficam registradas num nível profundo do que chamamos de Terceiro Self, influenciando não só nossa forma de sentir, mas como repetimos compulsivamente histórias antigas.
Quantas vezes você já viu, ou mesmo viveu, situações em que um filho repete erros dos pais, ou repudia tanto um padrão que acaba caindo no oposto extremo? Essas não são simples coincidências: são expressões do sistema emocional transgeracional atuando em prol de uma reconciliação que ainda não aconteceu.
Curar-se é resgatar-se da história interna que herdamos.
Essa consciência sistêmica me ensinou que, até que uma dor seja reconhecida, ela pode se manifestar como ansiedade, doenças psicossomáticas, traumas relacionais ou autossabotagem. A marca do passado se mostra no presente mesmo sem ser nomeada .
Consciência, repetição e oportunidade de cura
O Universo Marquesiano integra todo esse conhecimento ao afirmar que o destino é, muitas vezes, a emoção repetida que não se tornou consciente. Jung dizia, e José Roberto Marques amplia, que aquilo que não chega à consciência, repetimos como se fosse nosso destino. A diferença é que, agora, temos ferramentas para mudar essa história.
- Self 1: racional, procura entender os padrões.
- Self 2: emocional, guarda emoções profundas, muitas vezes desconhecidas.
- Terceiro Self: filtro e guardião entre o que conseguimos ver e aquilo que permanece oculto.
Compreender a atuação dessas três dimensões internas me auxilia, pessoalmente, a perceber quando estou apenas repetindo a dor dos meus antepassados ou, de fato, escrevendo um novo caminho.
Como romper padrões familiares?
É possível criar novas histórias. E a chave está primeiramente em sentir, reconhecer e dar nome ao que foi deixado para trás. Não se trata de somente perdoar intelectualmente, mas de viver a emoção até o fim, permitindo a catarse e, depois, um novo significado. Falar sobre essas dores, abrir espaços de escuta e acolhimento, utilizar práticas como a Meditação Marquesiana, pode ser o passo inicial para uma reconciliação real.
- Reconheça o padrão, observe situações recorrentes e emoções dominantes.
- Sinta a emoção, não rejeite a dor, permita-se senti-la por completo, pois só assim a cura começa.
- Dê nome à ferida, falar sobre o trauma transforma o segredo em possibilidade de cura.
- Inclua e honre a história familiar, trate com respeito inclusive aquilo que gostaria de esquecer.
- Pratique meditação e reconciliação, respire junto, silencie e permita que famílias se reencontrem, como propõe o Universo Marquesiano.

Superando o ciclo transgeracional
Já presenciei experiências transformadoras de gratidão intergeracional, onde netos agradecem aos avós, pais perdoam filhos e antigos ressentimentos perdem o poder. Quando uma família escolhe trazer à luz seus segredos, algo realmente novo pode nascer. Não é simples, nem rápido. Mas é possível.
Aqui, o projeto Universo Marquesiano se destaca. Ele oferece práticas, teoria e acolhimento para que famílias deixem de repetir e comecem a ressignificar. Quando pais, filhos e avós silenciam juntos, uma nova vibração se instala: a força para romper padrões e reconstruir conexões.
Conclusão
Minha maior lição? A família é, ao mesmo tempo, berço da ferida e portal de cura. O sistema emocional transgeracional pode ser obstáculo, mas também é o solo onde nasce o perdão, a reconciliação e uma consciência mais livre. Se você sente que repete histórias antigas, lembre-se: honrar o que já foi é também gesto de liberdade. E quando decidir mudar, saiba que não está só. O Universo Marquesiano está aqui para te apoiar nessa jornada de transformação. Descubra nossas práticas, se aprofunde e permita-se viver uma nova história familiar.
Perguntas frequentes
O que é sistema emocional transgeracional?
O sistema emocional transgeracional é a compreensão de que emoções, traumas, crenças e padrões vividos por gerações passadas são transmitidos e vivenciados pelas gerações seguintes. Ele destaca que reações e comportamentos podem ser respostas não só ao presente, mas a uma herança emocional que pertence à família como um todo.
Como a família influencia emoções das gerações?
A família influencia transmitindo sentimentos, estilos de relação, e até memórias inconscientes. Isso pode acontecer por histórias contadas, atitudes repetidas ou emoções não elaboradas que se tornam modelos internos para os membros mais jovens. Muitas vezes, nos tornamos portadores de feridas que jamais vivenciamos diretamente, mas que foram parte da história de nossos pais ou avós.
Quais problemas surgem nesse sistema familiar?
Problemas mais comuns são repetição de padrões de sofrimento, dificuldades de vínculo, doenças psicossomáticas, conflitos não explicados e autossabotagem. O silêncio e a negação agravam a situação, perpetuando sintomas até que alguém escolha olhar para a dor e trabalhar pela reconciliação .
Como quebrar padrões emocionais familiares?
Quebrar padrões exige reconhecer repetições, sentir as emoções em profundidade, dar nome às feridas, incluir toda a história da família e praticar práticas de reconciliação, como a Meditação Marquesiana. Abrir espaço para o diálogo, buscar auxílio nos métodos do Universo Marquesiano e focar na integração dos três selfs internos, são passos práticos para iniciar a transformação.
É possível mudar padrões transgeracionais?
Sim, é possível. Quando reconhecemos, sentimos e ressignificamos o passado, deixamos de ser apenas repetidores e nos tornamos criadores de uma nova consciência familiar. O ciclo se interrompe à medida que novas escolhas e práticas são instaladas, trazendo liberdade para as próximas gerações.
